sábado, 12 de fevereiro de 2011

ARRASTA FÉ 2011

É com muita alegria que a Paróquia do Bom Jesus e o Projeto honra, louvor e glória trazem a público a primeira atração confirmada para o II Arrasta Fé da cidade de Sousa. Trata-se do Ministério de Música da Comunidade Shalom, O Missionário Shalom.



Músicas contagiantes, coreografadas, mas, sem perder a unção característica do carisma Shalom, esse é o Missionário Shalom, um dos grupos mais requisitados para eventos destinados à juventude católica da atualidade. No mês de janeiro o grupo esteve participando e realizando show no Acampamento Revolução Jesus da TV Canção Nova, o ministério animava o evento quando um dos momentos mais emocionantes do acampamento aconteceu, a participação, não programada, do Monsenhor Jonas Abib.


Eles estarão presentes no Arrasta Fé no dia 3 de julho de 2011 participando de toda a programação que, logo logo estaremos postando para vocês aqui no blog.

É só ficar antenado nas novidades do II Arrasta Fé aqui no blog do projeto.

A alegria do Senhor é a nossa força!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"A CONVERSÃO NÃO SE ESGOTA EM UM MOMENTO, MAS É PROCESSO EXISTENCIAL MARCADO POR MOMENTOS FORTES"

É famosa a frase: “Vejo o bem que quero, mas faço o mal que não quero” (Rm 7,19). Essa frase de são Paulo cabe a todos nós, pois vivemos a ambiguidade da vocação à santidade associada a fraquezas e maldades, que fazem parte da nossa natureza.

A conversão é proposta para todos, sem exceção. Na oração pela conversão dos pecadores, devemos nos incluir, pois somos pecadores e necessitamos de conversão.

A conversão não se esgota em um momento, mas é processo existencial marcado por momentos fortes, que se tornam experiências norteadoras da nossa vida, na busca de sermos perfeitos como nosso Pai celestial é perfeito (cf. Mt 5,48) e de fazermos ao próximo o que desejamos que ele nos faça (cf. Mt 7,12). Trata-se de busca que nunca termina.

A conversão exige o corpo, o conhecimento, o sentimento, a vontade, a fé e, principalmente, a graça divina. Não existe a conversão sem a totalidade da pessoa, e não existe totalidade da pessoa sem o benefício dos outros e, principalmente, sem os benefícios de Deus, que leva, por sua graça, o ser humano à plenitude.

Também não existe conversão fechada no próprio horizonte existencial. É necessário um horizonte novo, maior, mais largo, que nos revele de forma mais ampla e profunda o próprio Cristo, a fim de que possamos buscar nova e mais profunda configuração a ele e nos tornar seu sacramento vivo, sinal de seu mistério de Ressuscitado presente no mundo.

A conversão se impõe nos dias de hoje. Diante de tantos sofrimentos, dores e mortes causados pelas calamidades climáticas, o nosso coração deve sentir-se solicitado a alargar o horizonte da fé e responder positivamente a Deus. Ele nos chama a viver o amor nas situações concretas do nosso tempo.

Pe. José Adalberto Vanzella - Fonte: Folheto O Domingo

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que é ser Feliz?


Se fizermos uma pesquisa junto as diversas camadas sociais, perguntando: “Você é Feliz?” e “O que torna as pessoas felizes ou infelizes?”, com certeza teremos vários tipos de respostas.

Há quem diga que ninguém é feliz ou infeliz, o que existe são momentos de maior ou menor felicidade. O fato é que nem sempre a alcançamos, porque a medimos pelo critério de posse. É claro que a posse – bens e saúde- pode nos facilitar momentos de felicidade, mas não deve ser critério único.

Jesus nos apresenta uma escala de valores que pode nos ajudar a ser felizes. Nessa proposta, sobressai a primeira – felizes os pobres- , que é como que a síntese de todas as outras. Com certeza, essa escala de valores que proporcionam felicidade não coincide com as propostas da sociedade moderna, que vê a felicidade mais no ter no que no ser, medindo-a segundo as posses, o sucesso e o poder.

A primeira bem-aventurança fala da pobreza. Em si, esta não é um valor nem deve ser buscada. Por outro lado, ser rico significa “ter poder, receber honras e ter uma posição superior para os outros: aqui é que começa o perigo, porque onde há poder, riqueza e superioridade há também oprimidos, esmagados, desprezados. E a estes que cabe o reino dos céus”. Jesus se põe ao lado desses. Exemplo a ser seguido pela igreja, que, na América Latina, fez clara “opção pelos pobres”.

Tornar-se “pobre em espírito” significa: erradicar de nós o espírito consumista e acumulativo; despojar-nos das atitudes próprias dos ricos – arrogância, ambição, poder, domínio sobre os outros; partilhar um pouco ou o muito com quem não tem; empenhar-se para resgatar os pobres de sua miséria; trabalhar por uma sociedade mais justa e menos desigual.

Jesus diz que os pobres são felizes porque deles é o reino dos céus.É preciso, portanto, conquistar os pobres, estar do lado deles, para sermos recebidos no reino dos céus, que é deles.Os pobres são a porta de acesso ao reino.

Fonte: Folheto O Domingo

Pe. Nilo Luza

domingo, 23 de janeiro de 2011

PARÓQUIA DO BOM JESUS EM FESTA

A comunidade católica da Paróquia do Bom Jesus se alegra esta semana pela Ordenação Sacerdotal de nosso irmão Damião, que nesta terça-feira, dia 25 de janeiro a partir das 17:00 horas será ordenado sacerdote em nossa diocese. A Ordem Sacerdotal é um dos sete sacramentos do catolicismo que confere o poder e a graça de exercer funções e ministérios eclesiásticos que se referem ao culto de Deus e à salvação das almas, e de o desempenhar santamente. Pela imposição das mãos e pelas palavras do Bispo, este sacramento faz dos homens batizados sacerdotes, atribuindo-lhes os poderes de perdoar os pecados e de converter o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e de conferir, conforme o seu grau, os outros sacramentos.

Damião foi o convidado deste sábado do programa Honra, louvor e glória, onde na oportunidade pôde falar aos ouvintes da sua alegria ao receber a ordenação sacerdotal, falou que ainda não sabe a cidade onde desempenhará sua missão, mas, que com muita alegria a acolherá, prometeu que estará com seus paroquianos no Arrasta Fé da cidade de Sousa dia 3 de julho e fez o convite para que todos compareçam na terça-feira a este momento tão especial, para se alegrar e se emocionar com ele.

O Projeto Honra, louvor e glória, bem como, todos os movimentos pastorais da Paróquia do Bom Jesus, desejam a Damião os parabéns e que Deus o abençoe ainda mais em sua missão.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

NA ORAÇÃO CONHECEMOS OS PLANOS DE DEUS

Ninguém se coloca sob o sol sem se queimar e quem se expõe exageradamente a ele vai sofrer as suas consequências. Com Deus acontece algo semelhante, pois ninguém se coloca na presença d'Ele sem ser beneficiado por Sua presença. As marcas da presença do Todo-poderoso também são irreversíveis. Irreversíveis para a nossa salvação.

Quando nós nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo Ele nos dá liberdade. Nunca Nosso Senhor pensou em trazê-lo para perto d'Ele para tirar algo de você, muito menos para limitar a sua liberdade. Se Ele não quisesse que fôssemos livres, por que Ele nos teria criado livres?

A nossa liberdade ficou comprometida por nossa culpa, porque quem peca se torna escravo do pecado. Pelos nossos pecados e pelos vícios, que entraram em nossa vida, nós ficamos debilitados. Foi para sermos livres que o Pai do céu enviou Jesus. Deus Pai nos deu Cristo para nos libertar daquilo que nos amarrava. Deus nos mostra quais caminhos podemos seguir, mas a liberdade de escolher é nossa. O desejo do Senhor é libertar você de toda angústia, de toda opressão. O desejo d'Ele é vê-lo feliz.

"É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão" (cf. Gálatas 5,1).

Cristo amou você, morreu em uma cruz por sua causa para que você não seja escravo do pecado. O Ressuscitado nos libertou de todo o mal, de toda a armadilha do inimigo, para que permaneçamos livres. Contudo, ninguém é livre na maldade. Uma vez que o Espírito Santo o visitar não dê brecha para o pecado; Ele desbarata a tentação.

O Espírito Santo nos cura e nos liberta. Ninguém pode saber o que está em seu interior se você não abrir a boca e dizê-lo. Rezar é você ficar nu na presença de Deus. Quando você reza, você está se pondo na presença do Altíssimo. Quando você tira a roupa diante do espelho você vê o que quer e o que não quer. Na hora em que estamos rezando caem as nossas roupas, espiritualmente falando e, do mesmo modo, vemos aquilo que queremos e o que não queremos. Tudo que eu faço de mau volta para mim no momento da oração. As feridas que nós ignoramos, na oração não conseguimos ignorá-las, porque nesse momento Deus no-las revela para nos curar. No momento em que o Senhor me mostra quem eu sou, Ele também mostra quem Ele é.

No momento em que você conhece a Deus, você conhece a si mesmo, por isso rezar não é coisa para qualquer um. Na oração, Deus se revela a mim, mas Ele também me revela a mim mesmo. Se Ele me revela uma coisa que não está boa, é porque é preciso consertá-la.

Você precisa de muito perdão e de muita cura e só Deus pode lhe dar essas graças. Eu e você precisamos, na oração, pedir ao Espírito Santo que nos faça entrar em nosso coração para descobrimos o que está ruim ali dentro. Deus, que passou com você por cada caminho que você percorreu, sabe quando você foi machucado e sabe como curá-lo.

A nossa vida inteira é um processo de cura interior. Enquanto você estiver com os pés aqui nesta terra sua vida será um processo de cura interior. Não existe ninguém que, tendo rezado, Deus não lhe tenha respondido. E se Ele não o faz diretamente Ele o faz por intermédio de uma pessoa ou de um fato.

Nós precisamos aprender a ouvi-Lo na oração, para conhecermos os planos que Ele tem para nossa vida. O Todo-poderoso tem um plano de amor, um plano de realização, um plano de felicidade, Ele projetou um caminho de felicidade para você. Muitas vezes, nós não somos felizes porque esse plano não se cumpre na nossa vida. Se você não abre o seu coração para a oração, você corre o sério risco de morrer sem conhecer o plano que Deus tinha para você.

Artigo produzido a partir da pregação de Abr/2010

Marcio Mendes

Missionário da Comunidade Canção Nova, formado em teologia, autor dos livros "Quando só Deus é a resposta" e "Vencendo aflições, alcançando milagres".

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tempo de graça...

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Tudo tem seu tempo

A busca dessa sabedoria é tarefa de todos

Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu (cf. Eclesiastes 3, 1). Nesta máxima da sabedoria em Israel, fundamento da cultura grega presente no mundo judaico, bem localizado no horizonte cristão, vê-se o quão oportuna é a figura de um ancião que tem o intuito de instruir os jovens.

Há uma sabedoria que não pode ser esquecida sob pena de perder o verdadeiro sabor das coisas e dos sentidos adequados para a existência, provocando os desvarios absurdos que têm configurado a sociedade contemporânea. Concretizados em violência, corrupção, imoralidade, indiferença com a dor dos outros, perversidade; e ainda no entendimento da vida como disputa, na surdez para o grito dos pobres. Estes desvarios acontecem pela falta de sabedoria que pode estar ausente ou ser cultivada nas estratégias da governança moderna, nas especializações das ciências deste tempo, ou mesmo na aprendizagem dos processos formativos.

Essa sabedoria capacita corações e inteligências para o discernimento adequado, de modo que as escolhas configurem condutas à altura da dignidade humana em todos os níveis e na direção de cada pessoa, respeitada a sua singularidade.

A busca dessa sabedoria é tarefa de todos. Não se pode delegá-la, seja na família, nas instituições, nos variados contextos - ou eximir-se dessa missão. Os fluxos que configuram a cultura ocidental estão comprometidos. Impedem, lamentavelmente, por atos e escolhas, o cultivo permanente dessa sabedoria para equilibrar a vida e vivê-la dignamente desde a fecundação até a morte com o declínio natural. A vida de todos está o tempo todo por um fio. É resultado da falta de sabedoria de que tudo tem seu tempo - discernimento que modula a inteligência livrando-a dos desatinos da irracionalidade e preservando o sentido de limite, sem comprometer a liberdade e a autonomia.

No livro do Eclesiastes, capítulo terceiro, o ancião se empenha na tarefa de instruir os jovens. Insiste na compreensão que não pode ser substituída nem pela ciência e nem por estratégias.

Vale retomar sempre as indicações do sábio ancião: "Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de destruir e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar, tempo de abraçar e tempo de afastar-se dos abraços, tempo de procurar e tempo de perder, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amor e tempo de ódio, tempo de guerra e tempo de paz". Está indicado que a vida não pode ser vivida e conduzida sem essa sabedoria. Trata-se de um caminho longo na vivência do amor, na prática da justiça, na assimilação de valores, no exercitar-se no gosto de ser bom e de encantar-se com o outro.

As instituições todas, sobretudo a família, têm tarefas fundamentais nesse processo para tecer uma cultura ancorada na sabedoria. Se esse caminho não for percorrido, com urgência e perseverança, os desvarios da violência, das disputas, das agressões e da perda de sentido continuarão desfigurando instituições, culturas, modos de viver. Assim as vítimas, e também agentes, desse processo, serão especialmente os mais jovens.

Diante da atual realidade torna-se premente modular os corações e as culturas no horizonte dos valores que se revelam na pessoa de Jesus Cristo. A propósito de que tudo tem seu tempo, vivenciamos o momento propício para refletir sobre o verdadeiro sentido do Natal. É preciso sabedoria para não se curvar diante de enfeites, de Papai Noel e de outros símbolos comerciais que parecem ofuscar Jesus Cristo, o Dom maior de Deus Pai para a salvação da humanidade.

É tempo de cultivar símbolos como o presépio, antiga tradição educativa que modelou corações no bem, cuja intuição sábia de São Francisco de Assis nos deixou como herança. É tempo de reavivar o coração na fé e nos valores que só o encontro com Cristo pode garantir.

Resgatando a inspiração de Francisco de Assis, a Arquidiocese de Belo Horizonte convida todos a reacenderem a chama do amor de Deus, fonte inesgotável da sabedoria que sustenta a vida.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte